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13 maio 2020

Pessoas que tiveram Covid-19 podem conviver com insuficiência renal e fibrose pulmonar


Técnicos de enfermagem são profissionais de saúde mais infectados com coronavírus na BA

Pessoas que sobreviveram à Covid-19 podem ter que conviver com determinadas sequelas deixadas pelo vírus após ele deixar o corpo. Dentre eles, insuficiência renal, fibrose pulmonar, problemas de pele e até mesmo delírios. Tudo isso nos casos mais graves da doença, quando o paciente precisa ser internado. As informações são da Folha de S. Paulo.

Os médicos especialistas ainda precisam de mais tempo para determinar quais sintomas são duradoros, mas algumas pessoas que saíram do hospital após se recuperarem da doença precisaram continuar fazendo diálise, por causa dos problemas renais que as acometeram.

De acordo com a National Kidney Foundation, instituição de pesquisa e apoio a doentes renais dos Estados Unidos, cerca de 3% a 9% dos pacientes com Covid-19 desenvolvem insuficiência renal aguda, e em alguns casos precisam de diálise.

A área mais afetada pelo vírus são os pulmões. Causadora de pneumonia, a Covid-19 pode deixar cicatrizes nos pulmões dos infectados, como a fibrose pulmonar. O problema gera um endurecimento do tecido que diminui a capacidade de funcionamento do pulmão.

Segundo Rosana Richtmann, infectologista do instituto Emílio Ribas, "alguns dos pacientes vão precisar de fisioterapia respiratória. Um atleta que teve a doença pode não voltar a ter a mesma condição de antes".

De acordo com a infectologista, todos esses sintomas ocorrem porque o vírus se conecta ao ECA2, um receptor que está presente em células do sistema respiratório, rins, intestino e vasos sanguíneos. O patógeno age nessas áreas de forma direta e localizada.

Richtmann comenta que uma comparação melhor para a Covid-19 do que a pneumonia seria a sepse, uma doença sistêmica que acomete o corpo quando há um descontrole da resposta imunológica para lutar contra uma infecção localizada. Com isso, a infecção acaba se espalhando pelo corpo.

Durante a fase aguda da doença, relatos médicos apontam ainda inflamação no cérebro, lesões na pele e arritmia. Outro sintoma que pode aparecer é a dor muscular, consequente da má distribuição de oxigênio pelo corpo.

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