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20 março 2020

Profissionais de saúde de Camaçari sofrem com falta de máscaras e EPIs inadequados

Profissionais de saúde de Camaçari sofrem com falta de máscaras e EPIs inadequados

No combate ao novo coronavírus, responsável pela pandemia que fez quase 8 mil vítimas ao redor do mundo, todo o cuidado com a biossegurança dos profissionais envolvidos é de suma importância, visto a facilidade de contaminação viral. No entanto, a prefeitura de Camaçari não esta conseguindo suprir todas as necessidades para a integridade de seus funcionários, especialmente aqueles que fazem a linha de frente no cuidado à doenças contagiosas.

De acordo com denúncias, os equipamentos de proteção individual disponibilizados pela secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau) não fornece a biossegurança necessária para os profissionais lidarem com casos suspeitos de Covid-19, como também de outras doenças infectocontagiosas rotineiras, como tuberculose.

De acordo com o relato, as capas utilizadas para evitar a contaminação dos membros superiores e do tórax são de tamanho inadequado e não são impermeáveis como preconiza o Ministério da Saúde. A máscara N-95, um dos itens mais importantes para evitar o contágio do novo coronavírus, está em falta nas unidades camaçarienses. Até mesmo as máscaras cirúrgicas estão ficando em falta por algumas vezes. Vale recordar que estas que são ineficazes em impedir a contaminação dos profissionais de saúde no atendimento em procedimentos que gerem aerossóis, principalmente na assistência ao paciente em estado grave.

Contatados pelo Sindicato de Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB), a Sesau — que é comandada até o dia 31 de março pelo secretário Elias Natan e que será substituído posteriormente por Luiz Duplat — informou que a máscara disponibilizada na unidade denunciada "é rígida", e está de acordo com a nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


A justificativa seria um cuidado com o gerenciamento de estoque, pois estaríamos "longe do pico da curva de adoecimento". Na mesma resposta, a secretaria afirma que o município está tentando aumentar os estoques de máscaras e demais EPIs para aumentar a biossegurança. Nada foi comentado sobre a falta de itens necessários nas unidades de saúde da cidade.
Vale citar que, de acordo com a resolução nº 311 de 2007 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), os enfermeiros podem recusar-se a desenvolver sua atividade profissional em caso de falta de material ou equipamentos de proteção, tanto individuais quanto coletivos, assim como também podem fazer a recusa caso as atividades não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade.
Com informações VN

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