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04 novembro 2019

Policiais criticam Bolsonaro por suposta interferência no caso Marielle


A Federação Nacional dos Delegados de Polícia e o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Rio de Janeiro criticaram o presidente Jair Bolsonaro, em nota oficial, por suposta interferência nas investigações sobre o caso Marielle Franco (PSOL), vereadora assassinada no Rio de Janeiro com seu assessor Anderson Gomes. “Valendo-se do cargo de presidente da República e de instituições da União, claramente ataca e tenta intimidar o delegado de polícia do Rio de Janeiro, com intuito de inibir a imparcial apuração da verdade”, diz a nota. “O presidente insinua direcionamento das investigações, inclusive com adulteração de provas e coação de testemunha, e refere-se ao delegado presidente do inquérito como amiguinho do governador.”

Na sexta-feira, Bolsonaro acusou o delegado Daniel Rosa, titular do caso, de manipular a investigação: “A minha convicção é de que ele agiu no processo para botar meu nome lá dentro. Espero que não queiram jogar para cima do colo do porteiro. Pode até ser que ele seja responsável, mas não podemos deixar de analisar a participação do governador. Como é que pode um delegado da Polícia Civil ter acesso às gravações da secretária eletrônica?”, questionou Bolsonaro.

No sábado, o presidente da República também admitiu que pegou as gravações da portaria do prédio. “Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha.”

As declarações de Bolsonaro aumentaram a polêmica sobre a investigação. O presidente da República disse que acionou a Polícia Federal para ouvir Daniel Rosa, a quem chamou de “amiguinho” do governador fluminense Wilson Witzel, que acusa de estar por trás do vazamento das informações sobre o caso Marielle.

Portaria

Na semana passada, a TV Globo divulgou depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra — onde também mora o principal suspeito de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, o sargento da PM reformado Ronnie Lessa. O porteiro contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa de Bolsonaro. E que alguém na casa dele, a de número 58, liberou a entrada. Ocorre que, naquele dia, na mesma hora, o então deputado federal estava em Brasília, e os registros da portaria mostram que Élcio, na verdade, interfonou para Lessa.

Bolsonaro acusou o governador de ter vazado o depoimento para prejudicá-lo: “Dia 9 de outubro, às 21h, eu estava no Clube Naval no Rio de Janeiro. O governador Witzel chegou perto de mim e falou ‘o processo está no Supremo’. Eu falei, ‘que processo?’. ‘O processo da Marielle.’ ‘O que eu tenho a ver com a Marielle?’ ‘O porteiro citou teu nome.’ Quer dizer, ele sabia do processo que estava em segredo de Justiça. Comentou comigo”, afirmou. Witzel negou envolvimento no caso. “Jamais vazei qualquer tipo de informação. Eu lamento que o presidente tenha, num momento, talvez, de descontrole, feito acusações contra mim.”

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