Operação Faroeste: Falso Cônsul é irmão de vereador de Camaçari - 2 de Julho Noticias - A notícia ao seu alcance // //]]> // //]]>

Últimas Noticias

Home Top Ad

Post Top Ad



20 novembro 2019

Operação Faroeste: Falso Cônsul é irmão de vereador de Camaçari

Operação Faroeste: Falso Cônsul é irmão de vereador de Camaçari

O falso cônsul da Guiné-Bissau, Adailton Maturino, que é irmão do vereador de Camaçari Niltinho (PR), foi apontado como mentor da ação que visava grilar uma área quatro vezes maior que Salvador, na região de Formosa do Rio Preto, na Bahia. De acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF), Adailton levava uma vida luxuosa no estado baiano.

Alguns diálogos telefônicos, que foram interceptados com anuência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revelam que João Carlos Novaes (um dos advogados de José Valter Dias, usado como laranja no suposto esquema de grilagem) aparece narrando os gastos do falso cônsul.

Nas conversas, aparece a informação de que o valor de R$ 3 milhões foi investido em um show musical, cuja atração principal era a cantora Claudia Leitte. Ademais, outra apresentação realizada no Wet’n Wild, com os cantores sertanejos Bruno e Marrone, também é pontuada. Adailton, inclusive, teria feito um vídeo e distribuído pulseirinhas com a seguinte inscrição: “camarote do cônsul”.

A investigação ainda aponta que Adailton tinha inuência no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA); fato que comprovado após uma foto na posse do presidente do TJ-BA, Gesilvado Britto, que o suposto cônsul aparece na primeira la.
Uma concessão do título de cidadão soteropolitano da Câmara Municipal de Salvador, com votos contrários da oposição, também é mencionada. O título foi concedido a pedido do vereador Luiz Carlos (PRB).

Apesar de se apresentar como juiz aposentado e mediador, Adailton Maturino tinha apenas uma inscrição de estagiário na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), que foi cancelada, conforme assegura o MPF.
Maturino chegou a movimentar em seis anos, conforme relatório de Análise Preliminar de Movimentação Bancária, mais de R$ 33 milhões; destes, cerca de R$ 14 milhões não apresentam nem origem e nem o destino.

Geciane Maturino, mulher do suposto cônsul, também gostava de ostentar o falso título. Segundo o MPF, ofícios enviados à Embaixada da Guiné-Bissau no Brasil qualicam Adailton como diplomata e cônsul honorário.
Já Geciane aparece como diplomata e Conselheira Especial do Ministro do Comércio, Turismo e Artesanato da Guiné. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o governo brasileiro não autorizou a designação do casal. Desta forma, declara
nula as informações fornecidas pela GuinéBissau.

Fonte: Bahia no Ar

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja o primeiro a comentar, mas comente com responsabilidade e respeite a opinião alheia...

Post Bottom Ad